• Home
  • Sobre
  • Bloglovin'
  • Divulgue
  • Table of Contents
    • Assunto Inteligente
    • Assunto Qualquer
    • Especiais
    • Skincare
    • Dicas
    • Cultura
  • Extras
facebook twitter instagram pinterest bloglovin Email

Assunto Infinito


Saudações, seres cult de todos as partes do universo!

Nosso assunto de hoje é algo que pode até futuramente se tornar algum segmento do blog. Vamos fazer uma Batalha de Filmes. Para este primeiro round, uma batalha de grandes: Vamos comparar ambas as versões de Sabrina.

Sabrina 1954
Elenco principal: Audrey Hepburn, Humphrey Bogart & William Holden
Direção: Billy Wilder
Data de lançamento: 22 de setembro de 1954
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount

Sabrina (1995):
Elenco principal: Harrison Ford, Julia Ormond, Greg Kinnear
Direção: Sydney Pollack
Data de lançamento (Brasil): 9 de fevereiro de 1996
País: Estados Unidos, Alemanha
Estúdio: Paramount


Eu devo logo de cara começar confessando que antes mesmo de assistir a segunda versão para compará-la à primeira, eu já tinha um baita preconceito em relação a ela pois ninguém poderia ser Sabrina além de Audrey Hepburn, mas eu fiquei positivamente surpreso com o desempenho da versão, especialmente com a maneira pela qual Julia Ormond interpretou o papel.


Naturalmente, o enredo dos filmes é o mesmo. Sabrina é uma jovem filha de um chofer inglês que trabalha para a família Larrabee, dos quais cresceu junto. Desde sempre ela nutre uma paixão pelo irmão mais novo, David (William Holden e Greg Kinnear), que é mulherengo. Então. para esquecê-lo, Sabrina faz um intercâmbio (para estudar culinária, em 54 e fotografia em 95) e quando volta, uma mulher adulta, totalmente diferente, desperta a paixão com a qual sempre sonhou. O que ela não contava é que também despertaria o interesse do irmão mais velho, Linus (Humphrey Bogart e Harrison Ford).
Source: The Hand of Count Petofi on Wordpress


+ LEIA MAIS: 5 filmes para conhecer Audrey Hepburn


O inicio do filme é praticamente o mesmo e até certo ponto eles se desenvolvem como cópias. Este é também o tempo em que eu me peguei pensando que meu julgamento inicial não poderia estar mais correto. Então, a partir do momento em que Sabrina volta à America é que Julia pode finalmente sair da sombra de Audrey.


Aliás, este é justamente o ponto que melhor foi desenvolvido. Enquanto Audrey, magicamente mantém impecável elegância (como sempre) durante todo o filme, Julia começa o filme realmente parecendo uma adolescente desengonçada antes que o "cisne possa desabrochar". Em contrapartida, a evolução da Sabrina de Hepburn acontece numa maneia mais introspectiva, ou seja, você percebe que ela amadureceu porque ela passa a agir como tal.


Source: Pinterest
+ EXCLUSIVE ENGLISH CONTENT: HAUL: Getting Into VHS + Lots of Barbra Streisand
Outro caminho que as direções se separam é justamente o "ar" que o filme toma. O que eu quero dizer com isto é que Sabrina '55 imortalizou-se como uma excelente comédia romântica, em contraponto, a mais recente é um romance mais dramático. Não que um ganhe ou perca vantagem um sobre o outro por causa disto, são apenas gêneros diferentes.
Será que podemos dedicar um paragrafo aos figurinos? Todo mundo sabe que Audrey era a moda em pessoa. Mas a sua sucessora no papel em questão também não deixou a desejar, sobretudo na peça mais importante do filme: O vestido que Sabrina usa na festa:
source: lizandliz.com
Source: Pinterest
Mas se há um erro que eu possa apontar, é de fato a escolha de colocar o nome de Harrison Ford em destaque, quando na realidade Julia Ormond teve problemas de coluna por carregar o filme nas costas. Mas sério, ela é realmente muito boa.
Portanto, podemos apenas concluir que uma ótima história fez dois ótimos filmes. Eles são ótimos porque cada um deles são capazes de contar a mesma história e imprimir as marquinhas do momento histórico e da visão de seus diretores em suas produções. Definitivamente indico que assistam ambos os filmes. Vocês se apaixonarão duas vezes!
Image result for audrey hepburn gifs
Share
Tweet
Pin
Share
1 coment�rios

Saudações, humanidade!

A resenha de hoje é da nova minissérie da Netflix, Crônicas de San Francisco, ou Tales of the City, lançada no último mês. A produção não se trata de uma ideia nova, uma série com o mesmo nome foi produzida no inicio dos anos noventa, pela PBS, mas cancelada logo na primeira temporada pela pressão de grupos conservadores. Posteriormente, houveram adaptações de 1998 e 2001. Todas as versões são adaptações dos livros de Armistead Maupin.

O elenco conta com os atores da primeira versão, como Laura Linney (Mary Ann) e Olympia Dukakis (Anna Madrigau) e uma nova geração com nomes como Ellen Page (Shawna), Charlie Barnett (Ben Marshall). A história foca principalmente nos dramas da comunidade LGBTQ+, assim como retrata o drama envolvendo a relação pais e filhos.




Esta é um série que estavamos precisando há muito tempo: focada principalmente em problemáticas da comunidade LGBTQ+ com personagens queers, reforçando a identidade diversa da série. Ainda melhor é o fato que não ocultaram nenhuma letra da sigla. Todos estão representados, especialmente xs trans.

A série também é eficiente em mostrar que sexualidade e gênero não são dependem um outro, ou seja, o gênero não interfere na sexualidade. Podemos ver isto representado no caso de Jake e Margot. Jake é um homem trans e, Margot, uma mulher lésbica. Eles começaram um relacionamento antes da transição dele, mas isto mudou tudo. Jake descobriu-se gay enquanto Margot sofria por estar presa numa relação heterossexual, quando seus planos eram diferentes. Lógico que o desfecho da história você pode ver ao assistir à série.

Outro drama ao qual a série representa muito bem é a relação turbulenta entre mãe e filha. Um agravante é que a filha é adotada. Mary Ann sempre foi crucificada por ter abandonado a filha para cuidar de sua carreira e ninguém nunca esclareceu a verdade à Shawna, de maneira que ela cresceu com um olhar errado para a mulher que supostamente é sua mãe. Mary Ann tenta consertar tudo, mas seus planos acabam tomando outro rumo.

Mas apesar de ser uma série que todo LGBTQ+ deve ver, é também recomendável aos heteros, pois o mais importante que a trama ensina é sobre família. As pessoas em Barbrary Lane não são ligadas por sangue e nem consistem de um pai, uma mãe, dois filhos e um cachorro, muito pelo contrário. Mesmo assim, entram em ação imediatamente para ajudar uns aos outros quando preciso. Uma verdadeira família formada pelos laços do coração.

Crônicas de San Francisco é uma série real, retratando problemas reais. Especialmente retratando a realidade trans e denunciando a realidade da comunidade nos anos 60. A Netflix foi muito feliz ao fazer esta nova versão e atrair os jovens que, assim como eu, não conhecia as séries e os livros feitas antes desta. Esta é uma serie para assistir e refletir sobretudo, sobre o conceito de família.

É, meus amigos LGBTQ+, estamos diante de uma nova série essencial. Não deixem de assistir.

⭐⭐⭐⛤⛤


Vocês já assistiram esta série? O que acharam? Deixem nos comentários! Não se esqueçam também de me seguir pelo Blogger e no Bloglovin', cujo link está no banner logo acima desta postagem, desta maneira você não perde nenhuma nova atualização e ainda lê conteúdo exclusivo em inglês!
Share
Tweet
Pin
Share
No coment�rios

Saudações, povo da terra!

Para quebrar um pouco os sucessivos posts sobre música, a postagem de hoje é a nossa primeira "resenha coletiva" do blog. Ao invés de falar sobre estes incríveis lançamentos em postagens separadas, eu decidi que uma única postagem seria ainda melhor. Mas enfim, hoje eu vou contar um pouco das minhas impressões de três novas produções originais da Netflix: Coisa Mais Linda, O Mundo Sombrio de Sabrina - Parte II e Special.

Nada melhor que começar por uma série legitimamente brasileira! Coisa Mais Linda é a perfeita junção perfeita de MPB e feminismo. Ambientada no Rio de Janeiro do final dos anos 50 e inicio dos 60, a trama conta a história de quatro mulheres que, apesar de mundos diferentes, têm seus caminhos entrelaçados de alguma maneira. Com uma trilha recheada de jazz e música popular brasileira.

Falando em música, a abertura da série traz os imortais vocais de Amy Winehouse cantando uma versão inglesa de Garota de Ipanema, lançada em seu álbum póstumo. Uma boa maneira de apresentar aos gringos um pouco da cultura brasileira, através de alguém que eles já conhecem.

A série é incrível e merece todo ovacionamento, especialmente por se tratar de uma produção brasileira lançada numa plataforma global. Através dela, outras pessoas ao redor do mundo poderão descobrir um pouco mais da cultura brasileira, a riqueza musical da época e principalmente mostrar que mulher brasileira é forte.


O Mundo Sombrio de Sabrina - Parte II era a série que eu estava mais ansioso para assistir entre todas. Eu devo dizer que estes meses de espera, desde o especial de Solstício valeram totalmente a pena. A parte 2 é ainda melhor e muito mais interessante que a primeira.
Mas eu devo deixar bem claro que esta série não é para qualquer um. Eu disse a mesma coisa na resenha da primeira temporada e irei deixar bem claro mais uma vez. Sabrina traz elementos que são considerados sensíveis para muita gente. Nem todos curtem o ocultismo e é a prerrogativa pessoal de cada um, portanto, se você é uma dessas pessoas, não assista.
Entretanto, se eu posso dizer uma palavra em defesa desta produção, ela se baseia nestes elementos pagãos para fazer uma metáfora fortíssima a qualquer religião, ou segmento social misógino. Sabrina posiciona-se como uma mulher forte e decidida que enfrenta Lúcifer e deixa claro que as decisões que ela fará em seu caminho serão tomadas por ela e não por ele. Na sociedade cristã, muitas mulheres fizeram o mesmo há uns séculos, foram demonizadas e queimadas em fogueiras, assim como acontece com a protagonista da série.
Outra coisa que é muito boa na série, e que continua sendo um ponto que eu ressalto, é o fato que ela não se utiliza apenas da mitologia cristã, mas resgata também diversos elementos pagãos milenares e homenageia um dos meus autores favoritos, Oscar Wilde, ao incluir Dorian Gray como um dos personagens.
Por último, mas não menos importante, Special. Das três, esta é a série mais recente e eu devo louvá-la, especialmente pelo fato que ela representa a inclusão da diversidade na mídia muito além daquilo que se pode imaginar. Ela trata sobre um homem de 28 anos, que tem paralisia cerebral e pela primeira vez vai trabalhar sendo estagiário de um importante site. Em outras palavras, é alguém especial correndo atrás da sua independência e de seu lugar no mundo.
A série é até certo ponto clichê na mensagem que ela busca passar, especialmente na questão de auto aceitação, com um protagonista que é gay e deficiente, mas teme algum tipo de tratamento diferente e acaba fingindo algo que não é. A mulher que é plus size e negra, enfim.
Mas algo que está nas entrelinhas e que acaba sendo a verdadeira mensagem da série é uma crítica à sociedade mais jovem que vive das aparências no Instagram, que cria nichos de quem tem mais ou menos likes e que no final do dia vive uma realidade totalmente diferente daquela que busca retratar nas mídias. Isto pode também ser percebido quando notamos que a editora-chefe do site sempre busca fazer com que eles escrevam as coisas com a realidade fantasiada para ter sempre mais e mais visualizações.
Special é uma boa série, é inclusive fofinha e uma boa escolha para quem gosta de séries mais rápidas. Cada episódio tem em torno de 15 minutos e a temporada é curtinha.

Image result for o mundo sombrio de sabrina tumblr
Você já assistiu alguma dessas séries que nós falamos sobre? Qual? O que você achou? Deixe nos comentários! Também não se esqueça de checar novas e exclusivas postagens no Bloglovin'. Clique no banner abaixo e siga-me!
Share
Tweet
Pin
Share
No coment�rios

Saudações, povo da Terra! Olha quem apareceu. Ela mesma, a rainha do sumiço, eu mesma!

Existem mil coisas acontecendo no momento. Faltam menos de 3 períodos para que eu me forme na faculdade e a luta está sendo real. Ao mesmo tempo, eu já comecei o estágio obrigatório em escola, me preparo para ir à campo realizar pesquisas e a começar o tão desperador TCC. No que diz respeito à vida fora dos muros da faculdade, o ano também tem sido muito produtivo no diz respeito à expansão da minha coleção musical. Eu ainda estou passando por uma experiência relativa a isto que eu irei narrar completamente aqui no blog. Fiquem ligadxs!

Mas enquanto essas coisas não chegam, é hora de revisar o quinto álbum de estúdio da artista feminina mais bem sucedida do ano: Ariana Grande. Thank u, next foi lançando em 8 de fevereiro deste ano e vem quebrado todos os recordes possíveis, seu antecessor é o sweetener e você pode ler a resenha completa aqui, ou aqui se quiser ler em Inglês.

Image result for thank u next ariana album

As minhas primeiras impressões a respeito de 'thank u, next' não foram nenhum pouco positivas, eu devo confessar. Eu sou um grande fã de Ariana Grande e venho acompanhando-a desde a época da Nickelodeon e justamente por isso me incomoda que ela esteja empurrando um álbum atrás do álbum sem um intervalo decente entre casa era. É mais que o caso deste trabalho. Sweetener não é nem de longe a melhor sonoridade da cantora e as minhas expectativas eram muito baixas para este CD.

Eu me esforcei a conseguir minha cópia o mais rápido possível, tendo adquirido no dia seguinte que elas chegaram à minha loja de discos. Um ponto surpreendente é a baixa de preço que houve, mas este fato não afeta em nada, visto que eu ainda teria dado meu jeito de conseguir caso o quadro fosse o contrário. A primeira coisa que eu fiz ao chegar em casa foi abrir a embalagem e conferir o material visual. Minhas baixas expectativas foram confirmadas com tal ato. É visível o fato que thank u, next é um álbum comercial e feito às pressas. Não existe um photoshoot exclusivo para este trabalho. O encarte é simples de mais, cheio de cores sólidas, foto dos clipes e a tracklist, que nem ao menos tem as letras, só os créditos. Tendo por parâmetro a obra prima que foi o sweetener, esta foi uma queda drástica que ocorreu.

Musicalmente falando, o álbum é surpreendentemente bom! Eu digo isto muito feliz por saber que eu estava errado a respeito da parte mais essencial do trabalho, que são as músicas. Mais uma vez traçando um paralelo com o álbum de 2018, este é um álbum feito para dançar. É impossível não mexer pelo menos a cabeça ao melhor estilo Fat Family ao ouvir as músicas. Entretanto, eu continuo sem achar que a Ariana está lançando músicas tão boas quanto eu sei que ela pode.

Mas eu vou ser justo e dizer que apesar de tudo, o álbum tem bons pontos altos. Por exemplo, a boa e maravilhosa balada para se debulhar em lágrimas que é minha marca favorita dos álbuns da Ariana e foi restaurada agora. "ghostin" se põe sem esforço ao lado de hinos como "Tattooed Heart", "Just a Little Bit of Your Heart" e "Moonlight". A escolha dos singles também não poderia ter sido melhor, com a única exceção de "7 Rings", que apesar de copiar, ou homenagear - eu não sei o que dizer - o meu musical favorito da ms. Julie Andrews, A Noviça Rebelde, é aquela faixa "pombo".

De maneira geral, thank u, next é um álbum regular. Recupera a melhor musicalidade perdida em seu antecessor, mas perde a qualidade visual e o significado por trás de tudo que me fez relevar tudo e dar uma boa avaliação a ele. Este contudo, é um 3/5 estrelas. Talvez no próximo álbum, Ariana leve um pouco mais de tempo para trabalhar nos detalhes e nos dê maravilhas dignas de seus primeiros três lançamentos.

⭐⭐⭐☆☆
Share
Tweet
Pin
Share
No coment�rios



Saudações!

Janeiro parece está sendo o mês das resenhas por aqui. Talvez porque este seja o meu mood do momento. De qualquer maneira, a review de hoje vai ser sobre o especial da Rede Globo, Elis: Viver é Melhor que Sonhar. Minissérie feita a partir do filme biográfico de Elis Regina, que conta com Andreia Horta no papel da cantora. A série foi divida em quatro capítulos e mesclam o longa com registros reais de Elis.

Image result for elis viver é melhor que sonhar

Como eu já disse antes, a série foi feita a partir do filme de 2016 - cujo qual eu amo e tenho tanto o DVD quanto a trilha sonora. Mas a proposta a qual a Globo quis seguir foi de misturar o filme com os registros históricos não apenas da própria Elis, mas dos momentos históricos que aconteciam no país a cada momento da carreira da cantora. Além disto, muita gente que conviveu com Elis ou pessoas que foram de certa forma importantes em determinados momentos que não necessariamente tem a ver com a vida pessoal de Regina aparecem dando seu depoimento.

Eu devo dizer que tal conceito foi valido, além de extremamente interessante e até mesmo educativo. O longa metragem não tem explicação histórica de determinado momento ou determinado movimento - por exemplo, a Ditadura Militar de 1964 ou o movimento da Jovem Guarda, que apesar de não ter participação de Elis Regina, é mencionada e explicada no segundo capítulo. Eu já vi muitos espectadores reclamando do formato. Outro disse até que foi "um retalho mal feito". Contudo, o ponto positivo a respeito disto é o fato que (infelizmente) muitos jovens não tem qualquer noção do que foi abordado. Muitos adultos, inclusive, não tem noção - e acredite, eu conheço vários indivíduos assim.

Image result for elis regina fotos raras

Outro criticismo - mas justo - é direcionado à falta de precisão do tempo em que certas coisas aconteceram. Mas não existe uma só biografia que não exista este tipo de coisa. Literalmente qualquer biografia que você assistir que seja feita como esta foi (com atores interpretando tais personalidades) vai ter algum tipo de erro nas datas ou alterações de eventos. Isto é feito para conferir um toque de drama e também para adaptar a história em 1 ou 2 horas que um filme normalmente tem. Não é nada grave.

Mas temos que concordar que a melhor coisa nesta produção é de longe a atuação impecável de Andreia Horta. Percebe-se o amor e a dedicação que ela teve ao aceitar o papel. Sem contar que fazer Elis Regina é uma responsabilidade enorme. O tipo de coisa que ou dá certo ou dá errado. Felizmente deu certíssimo. Não havia uma só coisa fora do lugar na atuação de Andreia, desde a caracterização aos trejeitos da Elis. De longe a melhor coisa.

Image result for andreia horta

Uma coisa que a série de fato me fez pensar foi sobre qual será a herança cultural que a nossa geração deixará para as gerações futuras? Até agora tivemos um passado com uma cultura riquíssima desde quando o Brasil passou a ter uma identidade própria nos anos 30, mas desde a última década que os movimentos culturais parecem ter decaído muito. De forma nenhuma esta analise aplica-se a manifestações regionais, tendo em vista que estas por si próprias, muitas das vezes, também se tratam de tradições que passaram de geração em geração, mas sim à cultura brasileira mainstream em geral.

Seja como for, Elis: Viver é Melhor que Sonhar foi uma utilidade pública extremamente necessária, especialmente no momento em que vivemos agora. Foi uma oportunidade para que o povo brasileiro aprenda não somente sobre a história daquela que foi a sua maior voz, mas também sobre a história do próprio país, que acabam por confundir-se. Se você não assistiu à série, não deixe de assistir ao filme. É um favor que você faz a si mesmo.

"O BRASIL ESTÁ SENDO GOVERNADO POR GORILAS" - Elis Regina, em uma entrevista na França, nos anos 70.
⭐⭐⭐⭐⛤
Share
Tweet
Pin
Share
No coment�rios

Saudações, crianças!

Esta transição de ano foi uma bem produtiva para mim em relação à leitura. Consegui ler como há muito não fazia, sobretudo literatura LGBTQ+. A resenha do livro de hoje se encaixa neste gênero. O Mau Exemplo de Cameron Post, de Emily M. Danforth, conta a história de Cameron, uma jovem mulher que descobre sua sexualidade após a morte de seus pais e tem todas esses fatores indo em contra os princípios cristãos da sua tia e a mentalidade ainda não desenvolvida para lidar com esse assunto da sociedade do final dos anos 80 e ínicio dos anos 90.

O livro de 2012 foi adaptado para o cinema no último ano. Chloe Grace Moretz dá vida à Cameron Post nas telonas e como um grande fã que sou da atriz, é claro que não poderia deixar de assistir ao longa e quando descobri que foi produzido a partir de um livro, também não pude deixar de ler.

O LIVRO:
Título: O Mau Exemplo de Cameron Post;
Título original: The Miseducation of Cameron Post;
Autora: Emily M. Danforth;
Editora: Harper Collins;
Edição: 1 ed;
Tradução: Alice Mello;

O FILME:
Titulo: O Mau Exemplo de Cameron Post;
Título Original: The Miseducation of Cameron Post;
Elenco: Chloe Grace Moretz, Sasha Lane, Forrest Goodluck;
Direção: Desiree Akhavan;
Distribuidor: Pandora Filmes;
Ano: 2018 - segundo o Adoro Cinema, estreia no Brasil em abril;
Antes de tudo, eu quero deixar claro que nós vamos analisar o filme e o livro, fazendo comparações, assim que se você não leu ou não assistiu, este é o meu alerta de spoiler.
É claro que é praticamente impossível de fazer justiça a um livro de pouco mais de quatrocentas páginas em um filme. Além disso, as interpretações da diretora também afeta ao produto final significativamente. Assim que não é possível esperar que o livro e o filme sejam fiéis um ao outro. Todos sabem deste detalhe.
A história de Cameron, no livro, começa bem mais cedo. Naquelas páginas, podemos ter contato com a origem de tudo: O crush em Irene Klauson e o consequente inicio da descoberta de si mesma. Na tarde em que seus pais morrem, Post e Klauson tinham se beijado como resultado de tardes de verão juntas. Tudo foi inocente. Mas as coisas mudam com a morte dos pais de Cameron, as que até então eram melhores amigas inseparáveis, se separam e tornam-se pessoas totalmente diferentes do que eram.
Cameron dedica-se aos treinos de natação e assistir inúmeros filmes no vídeo cassete que era dos seus pais e que ela mudou para seu quarto após o trágico evento. Assistir a estes filmes é a maneira que ela encontra de lidar com seus sentimentos e, de uma forma ou de outra, aprender alguma coisa. Visto que ela em diversas vezes se lembra do que viu nas fitas para passar ou resolver alguma situação. É neste tempo que ela conhece uma garota, também lésbica (e do tipo ativista), que lhe aprofunda em todas as nuances da comunidade gay.
O relacionamento mais expressivo é com Coley Taylor, afinal, ela foi a primeira experiência completa de Cameron. Infelizmente, tudo o que queria Coley era experimentar. Não satisfeita em quebrar o coração da garota pela primeira vez, ela também foi a responsável por mandar Cameron Post a um acampamento de conversão sexual. Ou melhor, quem o fez foi a tia de Cameron, Ruth, que cuidou dela desde que seus pais morreram. Mas tudo aconteceu porque Coley dedurou a "relação" das duas.
É basicamente neste ponto em que tanto o livro quanto o filme passam a caminhar juntos. Apesar que as circunstancias que a sexualidade de Cameron vieram à tona em cada um foram diferentes. Enfim, após ser mandada ao tal acampamento é que a história atinge seu ponto principal: o enfoque nos tratamentos de cura gay.
"A Promessa" é dirigida por Rick e Lydia, que são pastor e psicologa, respectivamente. Lá, Cameron conhece Jane Fonda (não a atriz) e Adam Red Eagle, que passam a ser seus melhores amigos e companheiros de fumo. O resto da história é um enfoque válido e preciso na mente de alguém que é obrigado a se submeter a este tipo de tratamento e nos dois tipos de "discípulos" que eles se tornam: os que acabam cedendo ao tratamento e os que fingem ter progresso (que é o caso de Cameron, Jane e Adam), mas ambos sobre a premissa que eles estão sendo literalmente induzidos a esquecerem de quem realmente são.
O final, entretanto, é o momento mais crítico e o único detalhe do livro que não poderia ter sido deixada de fora do filme, que é justamente Cameron indo ao lugar onde seus pais morreram e entrando em bons termos não apenas com eles, mas também consigo mesma. Com a sua sexualidade e com quem ela é.
Independente de como seja, O Mau Exemplo de Cameron Post é uma história maravilhosa, além de ser algo que infelizmente ainda é muito comum na vida real do século XXI. Não vamos nos esquecer que apesar dos muitos avanços desde a época em que o livro/filme se passa, terapia de conversão sexual não foi superada totalmente. Nos Estados Unidos, isto ainda é permitido em vários estados e no Brasil, vez ou outra, algum deputado quer tornar isto uma realidade. Só podemos esperar que nenhum deles tenha sucesso nisto.
O livro principalmente é algo que eu altamente recomendo, não somente pelo assunto, mas pelas coisas menos essenciais, como as referências, por exemplo. Cameron indica inúmeros filmes clássicos e excelentes. Além das músicas que embalam seu processo de descoberta sexual.
Acho que durante esta resenha, ficou bem clara a minha preferência pelo livro, devido a sua riqueza infinita em detalhes em relação ao filme. Assim o confirmo, senhorxs. O livro é melhor, mas a decisão do qual conhecer primeiro é totalmente sua. De uma forma ou de outra, ler ou assistir Cameron Post é torcer para ela e em alguns casos, até se enxergar nela assim como ela fazia com os filmes que assistiu.
Image result for o mau exemplo de cameron post
⭐⭐⭐⭐⭐
Image result for o mau exemplo de cameron post
⭐⭐⭐☆☆
Share
Tweet
Pin
Share
No coment�rios
Older Posts

Buscando Algo?

QUEM ESCREVE:

test

@kingxjao

João Destiny, 20 anos, geminiano, da cidade no meio da selva (aka, Manaus). Estudante de Licenciatura em Letras - Língua Inglesa na Uninorte. É louco por música e por colecioná-la em formatos físicos, também ADORA um bom episódio de RuPaul's Drag Race, Glee e Friends, além de filmes antigos. Um intercâmbio seria seu maior sonho.

@kingxjao ON INSTAGRAM

SnapWidget · Instagram Widget

C-BOX:

R-E-S-P-E-C-T find out what it means to me!


SEGUIDORES:

TRENDING:

  • TUTORIAL: Como colocar o SCM Player no blog:
    Saudações, blogueiros e loucos por playlists! Uma coisa muito legal aqui no blog nesta temporada de fim de ano, é esta playlist mar...
  • TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO: Taylor Swift é um clone?
    Cuidado com a Regina George em pele de cordeiro. Não há nenhum jovem no século XXI que não saiba quem Taylor Swift é. A cantora é uma...
  • RESENHA: A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata
    Saudações! Adivinhem quem voltou com mais uma resenha de filme... O filme que estaremos discutindo hoje chama-se " A Sociedade ...
  • HAUL: Setembro
    Eu sei que já usei essa foto a Alicia em outra postagem falando sobre minha experiência no AliExpress , mas que se dane. Clueless é um f...
  • BLOGMAS DAY 8 | LISTA: 5 Coisas Para Fazer no Natal
    Saudações, renas do Papai Noel! O Natal é uma época mágica. Todos sabem disto, mas mesmo assim algumas pessoas acabam ficando mais ...

MAIS ASSUNTOS:

PUBLICIDADE:

test

ASSUNTOS POR TAG:

Aprender Inglês Articles Assunto Inteligente Assunto Interessante Assunto Qualquer Atualizações Batalha das Marcas Blog-O-Ween Bloglovin Exclusive Blogmas Brasil Conspirações Cultura Decoração & Ambientes Dicas DIY Especiais Favoritos do Mês Férias Filmes Gift Guide Haul Health & Lifestyle Ídolos Indicações Latest Let's Talk Vintage LGBTQ+ Listas Livros Maquiagem Minha Jornada Musical Movie Battle Mundo Música Opinião Papo de Fã Playlist Política Pop Culture Posts In English Produtos & Beleza Receitas Recomendações Resenhas Reviews Séries Skincare Social Storytime Tag Teens For Change Televisão Teste Textos Tutorial Viagem Vídeo Videolist Wishlist

POPULARES:

  • TUTORIAL: Como colocar o SCM Player no blog:
    Saudações, blogueiros e loucos por playlists! Uma coisa muito legal aqui no blog nesta temporada de fim de ano, é esta playlist mar...
  • TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO: Taylor Swift é um clone?
    Cuidado com a Regina George em pele de cordeiro. Não há nenhum jovem no século XXI que não saiba quem Taylor Swift é. A cantora é uma...
  • #PRIDEMONTH: Os mais icônicos casais LGBT da ficção
    Hey, babes! Junho é o mês do orgulho LGBTQ+ e vai ter sim postagens especiais como celebração.  Na incrível tradição da comunidade de ...
  • TAG: Minha vida em 10 músicas:
    "So I say thank you for the music the songs I'm singin'" - ABBA. Música é uma parte vital de nosso organismo da qu...
  • MÚSICA: Álbuns natalinos que você PRECISA ouvir neste Natal:
    Saudações, ajudantes do Papai Noel! Todos já sabem que aqui no blog nós somos sobre música, quanto mais música puder tocar, melhor. Nat...
  • TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO: Avril está morta?!
    BOW DOWN TO THE ILLUMINATI QUEEN! (that's me) Essa semana ressurgiu na internet a conspiração que Avril Lavigne morreu em 2...
  • PLAYLIST: Pride
    Don't be a drag just be a QUEEN Em honra ao mês contra a homofobia e ao dia contra a homofobia (que por sinal foi há dois dias a...
  • TAG: A série da minha vida
    Saudações, jovens viciados em séries! Gerações passadas provavelmente não viveriam sem água ou oxigênio, entretanto, se exite algo q...
  • MÚSICA: A incomparável Aretha Franklin
    Rainha da música soul, uma das melhores vozes de todos os tempos, pioneira, você decide quais destes títulos associar ao nome de Aretha...
  • RESENHA: 13 Reasons Why (Série)
    Contém spoiler, portanto, se você não assistiu à série ainda, não leia! Olá, pessoas! Nos últimos dias, nada além de "13 Re...

contador de visitas para blog

Created with by ThemeXpose | Distributed by Blogger Templates